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terra tremeu

setembro 17, 2013

A luz vermelha refletia os olhos amarelos e dentes amarelos
E brilho de peles coloridas refletiam curvas.
Ele não estava preparado, muito menos eu.
Ali lembrávamos sentidos.
Dois corpos redescobrindo. Um e outro.
As mãos deslizavam sobre a pele.
A língua percorria por relevos e declives.
Ao fundo, a trilha sonora era apenas risadas e gemidos.
Beijos nas covinhas. Beijos nas curvinhas.
As formas não eram novidade, presentes antes em cenas parecidas.
No mesmo quarto, na mesma cama.
O desejo só crescia.
Nus sem nada que impedisse.
Sem música. Nem bichos. Sem velas. Nem vinho.
Nus.
Ele não havia se preparado, muito menos eu.
Às 4 e pouco da manhã eu já não era o mesmo eu.
Talvez eu já houvesse me preparado.
Muitas cenas passaram por aquele momento.
Talvez ele já houvesse se preparado.
Um ano se passou até o momento.
Mas aquela noite não houve hesitação. Não!
Hoje sim, vem, pode vir sem…
Hoje sem, vim, pode ver sim…
Medo? Não houve. Espera? Não houve.
Houve desejo. Houve entrega.
Houve aceleração de batimentos cardíacos.
Ouve a aceleração dos meus batimentos cardíacos.
Ainda ouço a aceleração dos seus batimentos cardíacos.
Ainda sinto.
Sinto sede. Sinto fome.
Ainda sinto… explosão!
Abriu-se a caixa de pandora.
Não há mais segredo…

Yvone Delpoio (poesia de muitos anos atrás)

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