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Poesia: Sem Sentidos

janeiro 16, 2008
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A preguiça me leva para o nada
Já estou tão acostumada
Todo dia prefiro ficar calada
A me forçar a fazer algo errado
Submeter-me ao passado
Vou para cama apagar o pecado

Parecia ser engraçado
A platéia até sorria
Mal sabia que era ironia

Palavras ditas firmaram como um crucifixo
Quanto mais eu me mexo, mais eu me firo
Da boca o som que sai não é agradável
É comida podre que ficou no armário
Ainda há um vazio insuportável

As feridas abrem mais
Agora é tarde demais
Por não ter o faro aguçado
Só percebo o erro depois de tudo acabado

Yvone Delpoio

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